O Plano Nacional de Educação que o Brasil merece é antirracista e estamos escrevendo essa história.
A educação não é neutra. Ou ela combate o racismo, ou ela o reproduz. Por isso, na discussão do novo PNE, fizemos questão de afirmar um princípio que tem nome, direção e coragem: um Plano Nacional de Educação comprometido com a igualdade racial, com a vida das nossas crianças e com o futuro do nosso povo.
A bancada negra, junto com educadores, movimentos sociais e especialistas, trabalhou para garantir que o PNE reconheça algo que o Brasil já sabe, mas muitas vezes tenta esconder: que meninas e meninos negros enfrentam barreiras profundas, estruturais, e que só um plano com metas claras de enfrentamento ao racismo pode mudar essa realidade.
Aprovamos emendas fundamentais para o currículo, para formação de professores, para o monitoramento por raça e território, para as políticas de permanência, e para garantir que o combate ao racismo não seja um adendo, mas uma espinha dorsal do projeto educacional do país.
São vitórias que respingam futuro. São vitórias que abrem portas para que nossas crianças não tenham seus sonhos interrompidos antes de começar. E seguimos porque a luta é coletiva, é longa e é urgente.
Confere lá as emendas que aprovamos.


